The Caves of Chaos

Sexta Sessão

Grupo: Barbudo (guerreiro Anão), Anash (clériga Humana, devota de Pelor), Iore (clérigo Anão, devoto de Moradin), Renly (feiticeiro Elfo), Xyk (ladrão Halfling).

Seguidores: Paul e Eddard (guardas Humanos), Macarn (Anão da Montanha, capitão dos guardas reais), Baranor, Malick e Sonja (Elfo da Floresta e Humanos, guardas reais), Ragnar (humano bábaro), Minos (minotauro).

Nível: 3


Resumo: Apesar da cultista possuir poderes malignos perigosos, o grupo derrota-a rapidamente. Infelizmente não conseguem salvar o homem que ela pretendia sacrificar, pois este fica esmagado por uma estátua demoníaca que era a fonte dos tentáculos negros. Como a interrogação à cultista não dá resultado, matam-na para pôr fim ao terrível mal que representa.

Os aventureiros regressam para trás, explorando de seguida a zona das catacumbas, ficando três guardas reais a guardar a sua retaguarda. Após encontrar alguns corredores e quartos vazios, deparam-se com uma dúzia de esqueletos que oferecem alguma resistência, e são atacados pelo corpo animado do Ogre que derrotaram na sua primeira incursão na caverna dos Goblins.

Encontram finalmente o herdeiro real, que estava preso juntamente com um Kobold e uma mulher de cara tapada que desconfiam (correctamente) tratar-se de uma Medusa que o Minotauro Minos tinha referido anteriormente. Escoltam então o príncipe para fora do Santuário, mas descobrem que os guardas foram mortos e os seus corpos animados, e são atacados por um pequeno batalhão de zombies e os restantes cultistas.

Na confusão da batalha, o príncipe é petrificado pela Medusa, que acaba por fugir, mas conseguem derrotar os cultistas e prender dois iniciados. Regressam então a Hamlet com a estátua do príncipe, e entregam os iniciados à justiça. Dumbledore, o regente, recompensa-os, e pede-lhes que se mantenham na vila, pois precisará da sua ajuda para reverter a maldição da Medusa.


Santuário do Caos, sessão 5 Sacerdotisa
Demónio

Os tentáculos de escuridão espalham-se por toda a sala, e alguns deles chegam até fora da sala, tentando agarrar Xyk, que consegue escapar por pouco ao seu ataque. Iore tenta avançar para a sala, mas rapidamente percebe que os não tem agilidade suficiente para evitar o abraço doloroso dos terríveis tentáculos.

O grupo rapidamente se mobiliza para lidar com a situação, vindo o Barbudo, Paul, Eddard e Minos ajudar a lidar com a situação, ordenando aos restantes guardas que vigiem a porta secreta descoberta por Renly, que desconfiam poder servir de fuga à mulher dos robes negros.

Esta entretanto faz um feitiço, que Renly identifica como sendo um Escudo de Fé, e depois dirige-se para um dos cantos da sala onde os aventureiros não a conseguem ver. Uma vez que não conseguem atacar à distância, o grupo começa a tentar destruir os tentáculos com as suas armas, um processo que se revela moroso, embora eficaz.

Contudo, a mulher decide avançar, atacando Minos com uma poderosa magia de energia negra, mas a resistência natural do minotauro é tal que ele se mantém de pé com facilidade. Este revela-se ser um grande erro estratégico por parte da cultista, pois o grupo rapidamente a aniquila, agora que ela se expôs fora da área que os tentáculos alcançam.

A sua derrota não põe fim à terrível conjuração que ela realizou, e Renly detecta que a sua origem está na estátua, pelo que ele e Anash lançam os seus raios na direcção desta. Infelizmente, quando conseguem arrebentar com as pedras preciosas para fora da cara do ídolo, este cai para cima do homem que estava preso à cama. Iore tenta socorrê-lo, mas chega demasiado tarde. Macarn identifica o homem como sendo Kirn, um dos membros do séquito real, e chama os guardas para ajudá-lo a transportar o corpo.

Pitão NegraEntretanto os aventureiros prendem a cultista e despertam-na, para a interrogar. A tarefa revela-se infrutífera, pois ela é algo louca, e acima de tudo dedicada à sua fé maligna. Durante a interrogação, ela consegue evocar o seu bastão, que se transforma numa grande pitão negra e enrola-se à volta do Barbudo. Felizmente, este consegue-se libertar, e quando a pitão cai ao chão, volta à sua forma de bastão.

Concluindo que não conseguem arrancar a informação desejada à mulher, decapitam-na e deixam o corpo para trás sem o revistar. Dirigem então a sua atenção para o interior do quarto. Além de uma grande quantidade de robes negras, encontram o que aparenta ser um elaborado vestido de noiva negro. Atrás do biombo na parede Sul, Xyk encontra uma porta secreta, que, como esperado, abre um corredor de paredes grosseiramente talhadas, que leva até à outra porta descoberta por Renly.

Renly evoca o seu corvo, que tinha enviado em perseguição dos cultistas. Ele leva-os até a escadaria próxima da entrada do santuário, que supostamente irão dar às catacumbas onde estão os prisioneiros, de acordo com a informação que extraíram aos iniciados.

O grupo desce cautelosamente, deixando para trás três guardas reais a vigiar a escadaria. Esta desce até um corredor de pedra escura sem qualquer fonte de luz. Vão dar a uma trifurcação: de Sul ouvem barulhos que se assemelham a ossos a chocalhar uns contra os outros, mas das outras passagens não vem qualquer som.

Decidem explorar primeiro a passagem para Norte. Nesta encontram um recesso na parede onde está instalado um pequeno santuário, uma mesa de madeira com várias estatuetas e ídolos de pedra, rodeadas de velas negras semelhantes às que iluminavam a grande sala onde combateram o exército de mortos-vivos.

Mais à frente encontram dois quartos, ambos vazios:

Este quarto está completamente às escuras. Quando o iluminam, vêm uma mesa com uma toalha negra, algumas cadeiras, e uma cama modesta com um pequeno baú. As paredes estão decoradas com tapeçarias que representam actos de maldade e rituais obscenos.

Nesta sala encontra um espelho de metal polido debaixo da toalha negra, mas não há nada de valor no baú nem na restante mobília.

A luz avermelhada de um braseiro no centro da sala revela uma câmara de tortura, equipada com as ferramentas mais macabras que alguma vez viram. Em claro contraste, junto às paredes encontram-se cadeiras de aspecto confortável.

Os aventureiros decidem então dirigir-se para a passagem Sul. Após algumas curvas, deparam-se com uma dúzia de figuras esqueléticas equipadas com cotas de malha rasgadas, escudos amolgados e cimitarras enferrujadas.

Renyl inicia as hostilidades lançando sobre eles uma onda de choque que soa como um trovão, empurrando vários para o fundo do corredor. Embora estes guerreiros mortos-vivos sejam resistentes às armas que os aventureiros empunham, eles vão desbastando o seu número com relativa facilidade.

OgreContudo, quando o combate parece estar próximo de chegar ao fim, os aventureiros ouvem passos pesados e lentos vindos de um corredor, como se de um elefante se tratasse. Barbudo e Anash recuam da batalha para observar o que se passa, e deparam-se com um ogre zombie a entrar no corredor. Pelo aspecto das feridas, rapidamente deduzem que é o mesmo ogre que defrontaram na primeira incursão nas cavernas dos Goblins.

Anash lança-lhe os seus raios divinos, enquanto Barbudo espera numa esquina que a criatura avance para a atacar. Contudo, não tem oportunidade de o fazer, pois entretanto Renly junta-se a Anash na ofensiva mágica, e o zombie tomba antes de chegar até eles.

Tendo derrotado os mortos-vivos, os companheiros voltam a sua atenção para uma porta metálica com um postigo ao fundo do corredor. Renly não consegue ler magia através dela. Xyk consegue destrancá-la após algumas tentativas, e abre a porta com cautela.

Quando abrem a porta vêm uma cela com aspecto decrépito, com várias ossadas ainda presas por grilhões à parede. Contudo, ainda existem três prisioneiros vivos:

O primeiro é um homem bem parecido, embora com ar esfomeado e maltratado, com vestes ricas mas rasgadas e sujas.

O segundo é uma figura aparentemente feminina vestida com uma toga que em tempos foi branca, mas um saco de serapilheira cobre a sua cabeça.

O terceiro é uma criatura de baixa estatura e aspecto reptiliano, que rapidamente identificam como sendo um kobold

Os companheiros chamam Macarn, que confirma que o prisioneiro é Gladius, o herdeiro real. Enquanto Renly usa os poderes do Bordão de Cura para tratar as feridas do príncipe, Anash apalpa o saco que cobre a cabeça da mulher, desconfiada da sua verdadeira natureza.

Os seus receios confirmam-se: quando se apercebe que o cabelo tem uma consistência demasiado sólida, sente uma picada na mão, acompanhada de uma dor forte. Felizmente o veneno não tem efeitos nefastos a longo prazo.

Os aventureiros, convencidos de que se trata de uma Medusa, falam com Minos para a levar presa até fora do Santuário. Este concorda, algo relutante, mas o príncipe Gladius insiste para que ela seja libertada, pois tornaram-se amigos durante o seu cativeiro. A suposta Medusa responde numa voz aflautada que não percebe do que falam, é apenas uma mulher que foi raptada pelos cultistas.

Como não conseguem chamar o príncipe à razão, acabam por arrastá-lo dali para fora juntamente com a mulher e o Kobold, com quem Anash tentou comunicar na língua comum mas sem sucesso. Quando chegam ao cima das escadarias, ficam imediatamente alarmados, porque os três guardas que tinham ficado a vigiar a escadaria desapareceram, e no seu lugar estão apenas algumas manchas de sangue.

Como a prioridade é salvar o herdeiro, dirigem-se imediatamente para a saída, mas lá espera-os uma surpresa terrível: os guardas reais foram transformados em zombies, juntamente com os quatro cultistas iniciados que tinham derrotado anteriormente. A massa de mortos vivos impede completamente a saída, e Anash decide canalizar a luz divina de Pelor para os afugentar.

Eles recuam lentamente perante a manifestação de poder divino, mas nessa altura, os quatro zombies hobgoblins que atacaram anteriormente o Xyk aparecem vindos do corredor Sul, e da porta do quarto dos iniciados a Norte aparecem os outros quatro zombies, juntamente com seis cultistas de robes negros, que lançam maldições sobre Paul, Eddard e o bárbaro Ragnar, enfraquecendo-os.

MedusaAssustados com tão numerosos adversários, os aventureiros dizem a Minos que solte a Medusa, e convencem-na que é do seu interesse derrotar o que resta dos cultistas para retomar o domínio das Cavernas do Caos. Quando o Minotauro remove o saco qualquer dúvida possível dissipa-se: além das escamas vestigiais em volta dos olhos e boca e as presas afiadas, o cabelo de serpentes sibilantes denuncia-a imediatamente. É muito bela, mas ao mesmo tempo assustadora.

Infelizmente, quando o príncipe Gladius a vê embrenhar-se na batalha, vai atrás dela, tentando protegê-la, e ao olhá-la nos olhos, transforma-se imediatamente numa estátua. Os aventureiros acabam mesmo por ter que pedir à Medusa que recue, pois combater ao seu lado ao mesmo tempo que evitam olhá-la é demasiado difícil.

O combate acaba por se revelar mais fácil do que o esperado, pois os zombies são fracos e as lâminas das espadas e machados atravessam-nos sem problemas, e os cultistas rapidamente esgotam o seu arsenal mágico, recorrendo a atacar com clavas. Ainda assim, Paul, Eddard e Ragnar acabam por tombar face aos adversários, tendo Iore que usar a sua magia para os estabilizar.

Quando o combate está praticamente terminado, a Medusa aproveita a oportunidade para fugir, não sem antes tentar petrificar Anash, quebrando a sua concentração, o que faz com que os zombies que estavam na entrada comecem novamente a avançar, forçando os aventureiros a lidar com eles. Nessa confusão, um dos cultistas acaba por fugir também.

Quando finalmente se livram dos mortos-vivos, tratam das feridas dos seus companheiros e tentam salvar um dos cultistas para o interrogar. Rapidamente concluem que o único que sobreviveu é um dos iniciados, que agora está aterrorizado com o que os aventureiros lhe poderão fazer. Ele admite que ele e o primo, o cultista que fugiu, juntaram-se ao culto do Caos Maligno porque ouviram dizer que lá se realizavam orgias, mas quando descobriram o verdadeiro propósito, era tarde de mais para voltar atrás.

Conseguem extrair-lhe a informação que não há mais ninguém no santuário além da sacerdotisa do culto, que pela descrição é a mulher que tinham morto há poucos minutos. Após isto instigam-no a chamar pelo seu primo, para ele regressar, ameaçando que o matam se ele não voltar. Como não obtêm resposta, Barubudo e Renly descem às catacumbas, enquanto o resto dos aventureiros faz uma ronda final pelo santuário.

Após alguma exploração, os dois aventureiros encontram uma porta da qual parece vir um choro. Barbudo abre-a com um pontapé, e os dois entram.

No meio da escuridão conseguem distinguir seis sarcófagos poeirentos embutidos na parede Este de uma câmara larga e de tecto baixo com paredes de pedra talhada grosseiramente.

Os sons que os atraíram para a sala cessam imediatamente, e Barbudo abre os sarcófagos um a um, encontrando apenas ossos envolvidos em robes poeirentos e rotos, até que abre o penúltimo, de onde salta uma criatura semelhante a um zombie mas de pele branca e seca, com cabelos oleosos e fedorentos, empunhando uma espada com que ataca o Barbudo. Wight
Após o susto inicial, os dois aventureiros lidam rapidamente com a criatura, que apesar de perecer rapidamente, ainda consegue ferir Renly com a sua espada. Após derrotarem o monstro, Renly conclui que a espada é mágica e levam-na consigo. No último sarcófago encontram o iniciado escondido, que arrastam dali para fora sem dar tempo para explicações.
Entretanto o resto dos aventureiros explora as salas a Sul, onde encontram uma sala tosca vazia, uma passagem bloqueada e uma outra mais interessante.
Este corredor está bloqueado com pedregulhos, sacos de areia e gravilha. Remover todo este material deverá levar várias horas, ou mesmo dias, dependendo da sua extensão.

Este local aparenta ser uma sala de audiências, mas o silêncio no seu interior é absoluto. A sul, o chão de pedra raiado de vermelho eleva-se para formar um estrado circular, sob o qual assenta um trono negro decorado com com quatro jóias vermelhas do tamanho de o punho de um halfling.

Xyk perde alguns minutos a remover as jóias, e depois disso regressam à sala onde defrontaram um grande número de esqueletos e zombies, onde retira várias jóias que estavam incrustadas num trono de marfim. Quando regressam à sala onde deixaram o corpo da sacerdotisa, constatam com surpresa que este desapareceu, havendo apenas pequenas gotas de sangue bastante espaçadas, como se o corpo tivesse sido levado ao colo.

Saturados do ambiente opressivo, os aventureiros pegam fogo a todo o material inflamável no interior da caverna, especialmente às tapeçarias de motivos macabros. Queimam também os corpos dos cultitas e dos zombies, e quando Barbudo e Renly regressam, partem todos do santuário levando a estátua do herdeiro real, o Kobold e os dois iniciados que sobreviveram.

Santuário do Caos, sessão 6

O grupo despede-se de Minos, que recolhe o bordão de cura mas deixa-os ficar com as poções que lhes emprestou como recompensa por o terem livrado do culto. Os aventureiros pedem-lhe que envie alguém a Hamlet para os informar se souber do paradeiro da Medusa. Partem então finalmente das Cavernas do Caos.


Algumas horas depois chegam a Hamlet, onde encontram um grupo de milicianos, juntamente com Vindil, o guarda Elfo que Macarn enviara em busca de ajuda, todos armados e preparados para partir para as Cavernas do Caos.

A milícia e o regente de Hamlet, Dumbledore, recebem com tristeza a notícia da petrificação do herdeiro real, embora seja ainda assim preferível a uma morte por sacrifício, não fora a intervenção dos heróis. Vindil também fica pesaroso com a notícia da morte dos seus três companheiros. Da comitiva real que acompanhava o príncipe Gladius já só resta ele e o seu capitão, Macarn.

Tal como acordado, Dumbledore recompensa os aventureiros com 100 moedas de ouro para cada, pedindo-lhes que fiquem em Hamlet nos próximos dias, pois ele e os seus conselheiros irão procurar uma solução para o seu actual dilema, e é provável que o auxílio do grupo ainda venha a ser necessário.

Os aventureiros instalam-se novamente no Pónei Malhado, juntamente com Paul e Eddard, enquanto que Macarn e Vindil acompanham a estátua do príncipe, determinados a protegê-la até ao fim. O merecido descanso não consegue ser inteiramente apreciado, pois a sombra do que ainda está para vir paira já sobre as suas mentes.

XP: 540 (total 2885, nível 3)


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