The Caves of Chaos

Quinta Sessão

Grupo: Barbudo (guerreiro Anão), Anash (clériga Humana, devota de Pelor), Iore (clérigo Anão, devoto de Moradin), Renly (feiticeiro Elfo), Xyk (ladrão Halfling).

Seguidores: Paul e Eddard (guardas Humanos), Macarn (Anão da Montanha, capitão dos guardas reais), Baranor, Malick e Sonja (Elfo da Floresta e Humanos, guardas reais), Ragnar (humano bábaro), Minos (minotauro).

Nível: 3


Resumo: Após tratar dos iniciados do culto, o grupo prepara-se para continuar a explorar o Santuário quando são atacados por um grupo de zombies. Contudo, rapidamente concluem que estes não os atacam se estiverem vestidos com os robes negros dos cultistas. Continuam então em frente, devidamente disfarçados.

Acabam por encontrar mais membros do culto, mas não conseguem enganá-los com o seu disfarce, e estes acabam por fugir. Perseguem-nos até uma grande sala, onde são atacados por guerreiros mortos-vivos (zombies e esqueletos), e os cultistas conseguem fugir. Após uma batalha longa, os cadáveres animados por magia negra acabam por cair.

Prosseguindo a exploração encontram uma sala com mais zombies, que são rapidamente derrotados, e abrem uma porta atrás da qual se encontra uma cultista a realizar uma cerimónia e um homem preso a uma cama, como que prestes a ser sacrificado. A cultista evoca tentáculos de escuridão que atacam os companheiros.


Santuário do Caos,  sessão 4 Santuário do caos

Os aventureiros questionam-se sobre a fonte dos gemidos e passos, que parecem vir do fundo do corredor a Sul. Ao fim de alguns instantes, Macarn avisa-os por gestos que avistou zombies ao fundo do corredor.

Os quatro zombies que vêm na frente são os corpos animados de Hobgoblins, ainda com partes da armadura equipada, e empunhando machados de guerra. Atrás deles caminham quatro corpos Humanos, vestidos apenas com trapos rotos.

Zombies

Para surpresa dos aventureiros, os zombies passam pelos guardas sem os atacar, desviando-se mesmo do seu caminho, e continuam até estarem frente ao halfling Xyk. Quando lá chegam prosseguem a atacá-lo com o seu machado sem cerimónias, ignorando os restantes companheiros.

Apesar de ficar gravemente ferido, Xyk tem a presença de espírito de se fazer de morto, enganando facilmente os seus atacantes pouco perceptivos. Renly desconfia que a razão de ser do ataque ao halfling se deve a este ser o único que não está vestido com os robes negros dos cultistas (Minos estava ainda no corredor de acesso, pelo que os zombies não o viram).

Após transmitir a sua suspeita aos companheiros, Barbudo tenta ordenar aos zombies que regressem para de onde vieram. Após alguns instantes de hesitação, os mortos-vivos obedecem. Anash presta prontamente cuidados ao halfling ferido, canalizando a sua magia divina para a ferida, que se fecha imediatamente.

Para evitar mais problemas com os mortos-vivos, Xyk adapta um dos robes negros com a sua adaga e veste-o.

Os companheiros decidem continuar silenciosamente pelo corredor inclinado a Oeste, e pedem aos guardas e a Minos que se posicionem na parte Sul do corredor, para guardar as portas que dão acesso à escada e ao quarto dos iniciados e o corredor por onde seguem.

O corredor volta novamente a bifurcar, e a iluminação providenciada pelas tochas é suficiente para Xyk notar que, para Sul, se encontra uma capela com um altar, e para Norte o corredor prossegue por uma boa distância até curvar para Este. Antes da curva encontram-se duas portas de madeira.

Xyk chama os companheiros para o acompanharem até à capela.

Estão perante uma capela com chão axadrezado de negro e escarlate. Uma tapeçaria na parede Sul mostra um cenário desolado com árvores mortas e pedra nua, em que silhuetas demónicas voam com uma criança entre as garras. O céu cinzento está pincelado de nuvens púrpura e uma lua sangrenta com a imagem de uma caveira assiste à macabra cena.

Quatro pilares negros suportam o tecto abobado. Entre eles, adjacente à tapestaria, está um altar talhado na mesma pedra que as paredes, avermelhada com veios negros. A superfície do altar está manchada de sangue seco, sobre o qual repousam quatro recipientes de bronze de aspecto antiquado: uma taça rasa, um par de cálices e um jarro. Todos eles têm um tom púrpura desagradável.

Anash, Iore e Renly estão certos que as criaturas representam demónios, e a Lua algum deus ou força primordial relacionado com os mortos-vivos, mas os pormenores exactos eludem-nos. Entretanto Xyk procura atrás da tapeçaria, mas não encontra nada, e Renly concentra-se a sua atenção nos recipientes.

Quando o faz, ouve uma vibração quase imperceptível que chama por ele, incitando-o que pegue num dos recipientes. Xyk, vendo a sua reacção pouco convencional, atira-lhe com uma pedra à testa. O impacto não o fere, mas é suficiente para o acordar do seu estado de transe.

Entretanto, Anash observa também o altar, notando que algum do sangue ainda está relativamente fresco. Também ela ouve a vibração hipnotizante, e não lhe consegue resistir. Levanta a mão para agarrar uma das taças, mas felizmente Iore trava-a a tempo.

Xyk decide atirar uma pedra a uma das taças, esperando talvez quebrar o seu efeito hipnótico. A taça tomba facilmente e rebola para o chão da capela, emitindo um tinir agudo que corta o silêncio sepulcral. Os companheiros sentem um calafrio na espinha à medida que o silêncio regressa, e Xyk, assustado com o que fez, incita os restantes companheiros a sair dali o mais rapidamente possível.

Os restantes aventureiros acedem, e partem todos para o corredor a Norte. Quando chegam às portas, encostam o ouvido às mesmas e ouvem vozes agrestes no seu interior. As orelhas sensíveis do elfo Renly captam o suficiente para perceber que estão a falar sobre demónios e sacrifícios, e distingue também a palavra “antecipar”.

Enquanto o grupo discute o que fazer, Xyk e Renly avançam um pouco mais, seguindo o corredor na direcção Nordeste. Pelo caminho, Renly apercebe-se que na parede Noroeste existe uma porta secreta, mas ele e o halfling são incapazes de descobrir qualquer tipo de mecanismo que a permita activar. Xyk está seguro de que a porta é apenas utilizável a partir do lado de dentro.

Uns metros à frente o corredor chega ao fim, abrindo para uma grande câmara. Ao lado da abertura há também uma porta de madeira. Embora os dois aventureiros não oiçam nada quando encostam o ouvido à porta, Renly detecta um grande número de auras de necromancia atrás dela, e decidem não a abrir.

Voltam a sua atenção para a câmara, e Xyk espreita para o seu interior.

Quando espreitas para o interior desta sala imponente com chão de pedra negra polida com veios vermelhos e de tecto alto em abóbada, as velas negras que estão nos candelabros acendem-se magicamente, espalhando uma luz avermelhada repulsiva.

No meio da sala encontra-se um grande sino de ferro, pendurado num cavalete de madeira, e ao seu lado estão três altares de pedra. Na parede Oeste encontra-se um estrado também de pedra, no qual assenta um trono ostentoso, flanqueado por cadeiras mais modestas.

A parede atrás do trono é de uma pedra vermelha polida, semelhante a um espelho, e na sua superfície são visíveis figuras amorfas de cor púrpura, amarela e verde, dançando de forma hipnotizante.

As restantes paredes estão tapadas com cortinados púrpura cobertos de símbolos e escritos malignos bordados com fio escarlate, dourado e negro.

Quando olha para as formas ondulantes, Xyk sente o seu chamamento, mas consegue impor a sua força de vontade e desviar o olhar a tempo. Ainda com a experiência na capela fresca na sua mente, os dois companheiros decidem voltar para trás, encontrando-se com os restantes aventureiros em frente às portas onde ouviram as vozes.

O grupo delineia um plano para lidar com os ocupantes que envolve fazerem-se passar por membros do culto e pedir ajuda para dominar o minotauro (Minos concorda com o plano, mas não aceita que lhe prendam os braços com uma corda).

Infelizmente, os pormenores não ficam suficientemente bem definidos, e quando batem à porta e são questionados por uma voz do outro lado, Anash diz que o minotauro invadiu o Santuário do Caos, mas Renly diz que o estão a capturar para sacrificar.

A voz do outro lado, não os reconhecendo e desconfiando da sua história, replica que, se fossem membros do culto, saberiam que eles não sacrificam humanóides selvagens. Renly ainda lança alguns insultos, tentando fazer uso da psicologia invertida, mas é ignorado.

Vão então buscar Minos e a companhia de guardas, mas quando cruzam a bifurcação que dá acesso ao corredor com as portas, vêm quatro figuras de robes negros e encapuçadas. Quando estas notam a sua presença, correm para Norte e desaparecem na curva a seguir ao corredor.

As portas, anteriormente trancadas, permitem agora acesso a uma única câmara.

Esta câmara abobada tem quatro camas, cada uma com um pequeno baú aos seus pés, além de uma mesa com quatro cadeiras e uma estante cheia de livros e pergaminhos com aspecto antigo.

Sobre a mesa estão também alguns livros e pergaminhos espalhados, aparentemente abandonados à pressa.

Observando os documentos, Renly conclui tratarem-se de livros sobre invocação de demónios através de sacrifícios humanos, embora estejam escritos numa língua arcana difícil de decifrar. Os companheiros decidem pegar-lhes fogo dentro de um dos penicos que estão debaixo da cama, e apesar do fumo pestilento que deles emana, sentem-se melhor consigo mesmos.

XP: +300

Xyk dedica-se a revistar os baús, encontrando algumas moedas de vários metais e valores, mas como não há nada mais de interessante ou útil, os companheiros decidem avançar em perseguição dos cultistas, seguidos pelos guardas, até à câmara onde Xyk e Renly estiveram.

EsqueletoComo o grupo está receoso de entrar, Anash decide espreitar também ela lá para dentro. Quando olha para as formas, sente algo que a compele a pronunciar um breve cântico numa língua desconhecida. Quando o faz, de detrás da tapeçaria, no canto Nordeste da sala, surge um grupo de dez esqueletos animados, envergando cotas de malha rasgadas, escudos amolgados e cimitarras ferrugentas.

As criaturas avançam para atacar, e os guerreiros de entre o grupo avançam também, enquanto os utilizadores de magia ficam na retaguarda e o halfling ziguezagueia pelo campo de batalha em busca de oportunidades para atacar. Nesta batalha os guardas e Minos revelam-se muito úteis, pois não fora a sua presença, os aventureiros estariam em grave desvantagem numérica. Ainda assim, os esqueletos são resistentes à maioria das suas armas, e requerem alguns golpes certeiros para serem derrubados.

Quando o grupo avança mais um pouco para aniquilar finalmente os adversários, da porta onde Renly sentiu as auras de necromancia sai um grupo de dez zombies que rodeiam Anash e Renly e atacam os guerreiros pela retaguarda. Felizmente Renly tem um feitiço de fogo preparado que aniquila com metade deles, e Anash usa a sua magia divina para curar as feridas que eles infligiram.

Enquanto os aventureiros acabam com os mortos-vivos, da mesma porta de onde sairam os zombies saem os quatro cultistas, fugindo pelo corredor para Sul. Renly ordena ao seu familiar, um corvo mágico, que os siga.

Finalmente, o último dos esqueletos cai debaixo da força de armas do grupo, e enquanto os guardas, Minos e o Barbudo montam guarda à entrada da câmara, os restantes aventureiros examinam a sala, particularmente atrás dos cortinados. Rapidamente descobrem a porta de onde os esqueletos saíram, bem como uma passagem mergulhada em escuridão no canto Sudoeste.

Xyk segue pela passagem, acompanhado de perto por Iore.

Esta câmara de está imersa em escuridão. Quando erguem as vossas tochas para iluminar o local, revelam a presença de três zombies, que se dirigem imediatamente na vossa direcção.

Iore e Xyk chamam por ajuda antes de carregar sobre os zombies. Anash e Renly dirigem-se rapidamente ao local, ajudando com os seus raios divinos e mísseis mágicos. Em poucos instantes os mortos-vivos são derrotados, permitindo ao grupo observar a sala com mais atenção.

Esta trata-se de uma sala de dimensões moderadas, mobilada com divãs e cadeiras de aspecto confortável. Sobre uma mesa com tampo em mosaico está uma jarra e nove copos, todos de um tom dourado muito sugestivo.

No canto Nordeste da sala está uma porta de madeira reforçada com barras de ferro, apresentando um aspecto muito mais robusto que todas as outras que encontraram dentro do Santuário.

Após concluírem que os recipientes são de facto feitos de ouro, guardam-nos juntamente com os despojos que recolheram até à data.

Xyk dirige-se à porta de madeira, que está trancada. Embora a tranca se revele mais difícil do que o esperado, acaba por ceder após alguma inisistência. O halfling abre a porta, deparando-se com um espectáculo no mínimo invulgar.

Esta câmara, iluminada por um pequeno candelabro, está mobilada com peças luxuosas de ébano e estofos de veludo vermelho, incluindo uma grande cama com lençóis de seda negra e almofadas escarlates encostada à parede Este, que alberga um nicho com um ídolo de pedra representando um demónio com olhos brilhantes. Na parede Sul encontra-se um biombo negro com bordados prateados.

Sobre a cama está um homem nu com ar aterrorizado, preso pelas pernas e braços com cordas, cada uma atada a uma das pernas da cama. O seu corpo está coberto de símbolos e padrões geométricos pintados a tinta vermelha, ainda fresca.

No centro da sala, murmurando ladainhas inteligíveis, encontra-se uma mulher com um robe negro, semelhante aos dos cultistas que encontraram até agora, e a cara pintada de branco e vermelho vivo. Debaixo do robe é visível que está protegida com uma armadura pesada, e empunha um bastão retorcido com uma cabeça de serpente na ponta.

Quando vos vê abre os braços e termina as suas rezas com uma palavra gritada numa língua desconhecida. Tentáculos de escuridão emergem do ídolo na parede, precipitando-se sobre vocês.

Demónio Dark priestess Staff of the snake

Santuário do Caos, sessão 5

Continua…

Dados

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