The Caves of Chaos

Segunda Sessão

Grupo: Barbudo (guerreiro Anão), Anash (clériga Humana, devota de Pelor), Iore (clérigo Anão, devoto de Moradin), Renly (feiticeiro Elfo), Xyk (ladrão Halfling).

Nível: 1


Resumo: Os aventureiros negoceiam com Rashka, o líder dos Goblins, que os informa que a tribdo dos Hobgoblins roubou vários prisioneiros humanos aos Orcs. Em troca da informação, o grupo compromete-se a exterminar os Hobgoblins, que maltratam os seus parentes diminutos, e resgatar as crias Goblin que foram evacuadas para junto destes.

Invadem então a caverna dos Hobgoblins, combatendo vários dos seus guardas, e eventualmente encontram os prisioneiros: um casal de mercadores humanos e os seus dois guarda-costas (que acompanhavam o séquito do herdeiro real mas foram separados deste após a captura), um Gnoll enlouquecido (que deixam para trás) e um guerreiro Orc chamado Ishrak que concorda em acompanhá-los.

Juntamente com os prisioneiros resgatados encontram as crias Goblin e barricam-se dentro de uma grande câmara, onde são atacados pela tribo inteira dos Hobgoblins. Rashka vem em seu auxílio, juntamente com o que resta do seu povo, e acabam por sair vitoriosos da batalha.

Após passarem a noite no novo lar dos Goblins despedem-se de Ishrak, que regressa para a sua tribo, e escoltam os prisioneiros resgatados até Hamlet.


Caverna dos Goblins, sessão 1

Após uma vitória fácil contra a resistência Goblin no que aparentava ser a sua sala comum (19), os aventureiros decidiram interrogar o seu prisioneiro. Este tinha conhecimento suficiente da língua comum para permitir o diálogo.

Questionado quanto ao porquê do ataque, o Goblin justificou as acções da sua tribo dizendo que foram os aventureiros que os provocaram entrando no seu lar, e caso um Goblin aparecesse numa aldeia humana, seria imediatamente atacado, o que deixou os aventureiros com um sentimento de culpa quanto às suas acções.

HobgoblinsQuando confrontado com a questão dos indivíduos raptados, o Goblin afirma que a sua tribo não participou em tal acto, tendo sido os orcs que trouxeram prisioneiros humanos. Contudo, os Hobgoblins, uma raça mais robusta e perigosa de goblinóides, terão atacado os orcs e roubado alguns dos seus prisioneiros. Ele explica que os Hobgoblins vivem na caverna acima do lar dos Goblins, e tomam partido da sua força e números para os oprimir e explorar.

Perante esta situação, os aventureiros oferecem-se para ajudar os Goblins a lidar com os seus algozes, compensando-os assim pela incursão no seu lar e morte dos seus compatriotas. O prisioneiro diz que pode levar essa proposta ao chefe da tribo, que se encontra na sala atrás da porta metálica a Oeste da sala comum. Os aventureiros concordam em soltá-lo e permitem-lhe que entre na sala.

Enquanto esperam ouvem vozes esganiçadas no que parece ser uma discussão acesa, abafadas pela pesada porta. Pouco tempo depois a porta abre-se, e três guerreiros Goblins empunhando machados de guerra aparecem, posicionando-se a uma curta distância dos aventureiros.

RashkaUm quarto Goblin, um guerreiro com uma armadura de couro leve empunhando uma espada curta, avança, e identifica-se como Rashka, o líder dos Goblins. Ele afirma aceitar a proposta que o seu súbdito lhe deu a conhecer, mas com algumas condições:

  1. Um grupo de dez crianças Goblins foi evacuado para o lar dos Hobgoblins para os proteger dos invasores. Devem ser resgatados sem que mal algum lhes aconteça;
  2. Todos os Hobgoblins devem ser exterminados;
  3. Os aventureiros devem fazê-lo sozinhos, sem mencionar o envolvimento dos Goblins, e uma vez cumprida a tarefa, partir imediatamente.

Aceitando as condições, os aventureiros recebem a informação adicional de que existem duas entradas para o lar dos Hobgoblins: a primeira encontra-se no cimo das escadas na sala mais a sudeste do lar dos Goblins (17). A outra é no exterior, na encosta da falésia um pouco acima da gruta dos Goblins. Ele afirma que a prisão dos Hobgoblins é mais facilmente acessível a partir da entrada exterior, permitindo-lhes assim resgatar os prisioneiros.

Os aventureiros decidem então abandonar o lar dos Goblins e escalar a encosta até à entrada superior (F). Lá deparam-se com uma pequena caverna, no fundo da qual encontra uma porta sólida de carvalho, reforçada com barras de ferro enferrujado. As paredes da caverna estão pejadas de caveiras, e na porta encontraram a seguinte frase na língua comum:

Façam o favor de entrar – gostávamos de vos ter para jantar!

Embora a porta estivesse barrada a partir de dentro e não tivesse qualquer tipo de puxador no exterior, o halfling Xyk rapidamente descobriu um mecanismo oculto na parede da caverna que permitiu operar a trave que a bloqueava, concedendo assim uma entrada silenciosa ao grupo de aventureiros.

As cavernas estavam envoltas em escuridão, pelo que o feiticeiro Renly encantou uma pedra para que esta emitisse uma luz suave, de forma a não serem facilmente detectados.

Deparando-se com uma trifurcação logo após a entrada, os companheiros decidem explorar a passagem para Oeste, enviando o ladrão Xyk à frente. Este avançou cautelosamente até uma sala de dimensões moderadas, onde encontrou seis guardas Hobgoblins sentados a uma mesa a jogar aos dados, com uma vela a providenciar uma parca iluminação.

Chamando os seus companheiros, emboscaram os guardas atraindo-os para o corredor em perseguição do halfling, onde o feiticeiro Renly os esperava com uma magia de fogo que derrubou a maioria deles. Os restantes foram rapidamente eliminados pelos guerreiros anões, Barbudo e Iore, não lhes dando oportunidade de chamar por ajuda. Os seus corpos foram escondidos debaixo da mesa onde instantes antes tinham estado a jogar.

Deparando-se com uma porta fechada mais a Oeste, os aventureiros decidiram voltar à trifurcação. Como a passagem para Sul levava a uma escadaria ascendente, optaram pela passagem Este, enviando novamente o seu diminuto batedor. Este chegou a nova bifurcação, optando por seguir para Sudoeste, de onde ouviu vozes. Seguindo uma luz ténue alaranjada encontrou o que parecia ser a prisão dos Hobgoblins (24). Lá dois algozes maltratavam meia dúzia de humanóides seus prisioneiros. No centro da sala uma fogueira providenciava mais fumo do que calor e iluminação, bem como um local onde aquecer vários instrumentos de tortura.

Chamando os seus companheiros, entraram de rompante na sala, subjugando rapidamente o par de Hobgoblins com força de armas, os raios divinos de Anash e os mísseis mágicos de Renly.

Rapidamente encontraram um molho de chaves e procederam a soltar os prisioneiros.
Quatro deles eram humanos:

  • Finn, um mercador barrigudo visivelmente aterrorizado;
  • Anara, a sua esposa e sócia que parecia estar a lidar melhor com a situação;
  • Eddard e Paul, os dois guardas do casal.

Eles explicam que vinham com a caravana do herdeiro para a vila de Hamlet, quando foram raptados pelos Orcs, e subsequentemente roubados aos Orcs pelos Hobgoblins. Aparentemente, o herdeiro continuaria na posse dos Orcs.

IshrakOs restantes dois prisioneiros consistiam num Orc, que dava pelo nome de Ishrak, e um Gnoll que não falava, limitando-se a uivar e tentar morder quem se aproximava dele. Ishrak revelou-se bastante comunicativa para um Orc, apesar de verbalmente agressivo e desconfiado. Revelou que foi raptado juntamente com os humanos, dando a entender que as relações entre as tribos dos Orcs e dos Hobgoblins são más até para os padrões das raças selvagens.

Uma vez que o destino mais provável era ser servido como refeição aos Hobgoblins, concordou em acompanhar os aventureiros na luta contra os Hobgoblins, pois desejava vingar-se deles. Em troca da sua liberdade, ele serviria de contacto entre a sua tribo e os aventureiros, ajudando-os a resgatar o herdeiro.

Mad gnollQuanto ao Gnoll, Ishrak sugere que o deixem ali ou acabem com a sua miséria, pois terá enlouquecido em cativeiro (já lá estava quando os restantes prisioneiros chegaram), ou já era louco, como muitos da sua tribo. Anash tentou ainda assim acalmar o Gnoll e aproximar-se, mas foi recebida novamente com hostilidade.

Não vendo qualquer tipo de reacção humana por parte da criatura, decidem deixá-la à sua sorte e partir com os restantes prisioneiros, já razoavelmente armados com os despojos dos guardas Hobgoblins.

Agora com o apoio de mais três guerreiros, o grupo decidiu regressar à porta que tinham visto junto à sala dos guardas. Esta encontrava-se trancada, mas o halfling não teve dificuldades em abri-la. A porta revelou o que aparentava ser o arsenal dos Hobgoblins: uma sala cheia de armas e armaduras, cuidadosamente guardadas em expositores.

Rapidamente se aperceberam da presença de três guardas Hobgoblin escondidos atrás de alguns armários e baús. O grupo decidiu atacá-los frontalmente, dado o seu reduzido número e a aparente ausência de outros acessos por onde eles pudessem escapar. Ainda assim, os guardas causaram alguns estragos com os seus arcos, sendo necessária a magia divina de Anash para restituir as forças a Eddard.

Dwarven Plate ArmorOs aventureiros procederam de seguida a saquear o arsenal, obtendo várias armas e armaduras, o que permitiu também equipar melhor os seus novos companheiros. Uma vez que Ishrak se demonstrou empenhado durante a batalha, deram-lhe um montante (greatsword), embora com alguma hesitação. O anão Barbudo teve a sorte de encontrar um arnês do seu tamanho (terá sido presumivelmente pilhado a algum guerreiro anão, talvez com o objectivo de posteriormente o adaptar ao físico dos Hobgoblins).

Encontrando-se num beco sem saída, os companheiros deram meia volta e dirigiram-se para as escadas a Sul da entrada. Dando novamente uso ao seu batedor, descobriram que esta passagem eventualmente desembocava numa grande sala comum com várias mesas e bancos corridos (25). As mesas estavam postas, como em preparação de um grande banquete. Alguns Hobgoblins supervisionavam um grupo de crianças Goblin que terminava os preparativos, gritando-lhes e ameaçando-as quando se enganavam. De uma zona não visível da sala pareciam vir mais vozes e uma luz alaranjada.

Os companheiros rapidamente delinearam um plano: Renly utilizaria um feitiço para os pôr a dormir, e de seguida os guerreiros carregariam sobre os que ainda estivessem de pé. Evitariam assim ferir as crianças goblins na confusão da batalha. Contudo, o plano não correu tão bem como esperado, pois os Hobgoblins mostraram-se em maior número (nove ao todo, parte deles estavam na zona da cozinha, no canto Noroeste da sala) e mais resistentes aos poderes mágicos de Renly do que seria de esperar. Ainda assim, vários deles ficaram suficientemente sonolentos para os atrasar, o que lhes custou a batalha.

Dois foram feitos prisioneiros, e os anões estavam a tentar interrogar um deles quando Ishrak decidiu atacá-lo. Felizmente Iore entrepôs o seu escudo, impedindo-o de matar o Hobgoblin. Ishrak não ficou contente por terem impedido de aniquilar um membro da tribo que tanto odiava, mas afastou-se. Os reféns acabaram por não revelar nada de importante, parecendo ser demasiado bem treinados para ceder à pressão. Os aventureiros concluíram que não era boa ideia torturá-los na presença de crianças, mesmo sendo estas de uma raça selvagem, limitando-se a atar-lhes os membros e deixá-los num dos cantos da sala.

Entretanto a Anash tentou comunicar com as crianças Goblin, explicando que estavam ali para os resgatar, pelo que não precisavam de os temer. Xyk, o ladrão, entretinha-se a vasculhar a sala, tendo adquirido no processo um conjunto de pratos e talheres de estanho.

Após algum debate, e visto que os aventureiros estavam física e mentalmente debilitados devido às várias batalhas, decidiram montar ali acampamento. Barricaram a entrada da sala com as maiores mesas que encontraram, trataram das suas feridas, e foram dormir.

Cavernas dos Goblins e Hobgoblins, sessão 2

Poucas horas depois de o sono ter pegado, estava o feiticeiro Renly a estudar o seu livro de feitiços enquanto montava guarda, quando um cheiro a fumo o alertou para o facto da barricada de madeira estar a arder. Após despertar os seus companheiros, Renly usou os seus feitiços de gelo para apagar o fogo, com um sucesso moderado. À medida que as chamas baixavam, ouviam as vozes de grande número de Hobgoblins, incitados com palavras de guerra do que aparentava ser o seu líder.

Os anões pegaram numa das mesas menos compridas e usaram-na como um escudo para bloquear a entrada da sala até ao nível da cintura. Os outros companheiros preparavam-se para uma furiosa batalha, incluindo Anara, armada com um punhal. O mercador Finn ficou escondido juntamente com as crianças Goblin, a quem Anara tinha dado porretes para se defenderem em último recurso.

Entretanto os Hobgoblins partiam furiosamente o que sobrava da barricada da noite anterior. Quando os destroços caíram, revelaram um túnel cheio de Hobgoblins armados com espadas e lanças. O Barbudo e o Iore seguraram o seu escudo o melhor que podiam, mas os seus oponentes eram em grande número e derrubaram-na. Contudo, os que iam na frente tropeçaram devido à força dos que empurravam por trás, e foram rapidamente aniquilados pelos defensores.

Hobgoblin leaderUma intensa batalha deflagrou, e o grupo de aventureiros infligiu várias baixas, mas o número de Hobgoblins continuava a aumentar e o túnel de onde eles vinham não dava sinais de estar menos apinhado.

Os dois anões decidiram passar à defensiva e colocaram-se novamente na entrada da sala, usando desta vez as suas armas para manter os atacantes do lado de fora, enquanto os seus companheiros lidavam com os que já tinham entrado. Embora o escudo de Iore aparasse muitos golpes de espada, o rumo da batalha voltou a piorar quando, do meio da multidão, surgiu o líder dos Hobgoblins, protegido com um arnês e empunhando uma lança com perícia devastadora, infligindo terríveis feridas no guerreiro Barbudo.

Entretanto Ishrak e Anara foram derrubados, e a batalha parecia uma causa perdida, quando as crianças Goblin se decidiram juntar à batalha e impediram os Hobgoblins de matar os companheiros derrubados.

Do fundo do corredor começaram a ouvir vozes e guinchos demasiado agudos para pertencerem aos Hobgoblins, e pouco tempo depois vislumbraram os membros que restava da tribo dos Goblins, comandados pelo seu líder, Rashka, atacando os Hobgoblins pelas costas com as suas tácticas traiçoeiras.

Atacado assim em duas frentes, o que restava do anteriormente numeroso batalhão foi rapidamente dizimado, e o seu líder sucumbiu finalmente ao machado do Barbudo. Os cuidados de Anash provaram-se inestimáveis a curar as suas feridas, assim como as dos companheiros caídos, que felizmente sobreviveram o tempo suficiente para receber os primeiros socorros.

Os Goblins, satisfeitos por estarem finalmente livres dos seus opressores, convidaram os aventureiros a passar a noite no seu novo lar. Partilharam com eles boa comida que os Hobgoblins tinham em armazém, bem como parte do saque em armas e armaduras, mas o ambiente não foi festivo, pois a morte da maioria dos membros adultos da tribo ainda pesava nos seus espíritos.

XP: 1010 (total 1420)


Na manhã seguinte, Rashka agradeceu aos aventureiros pelo seu papel, mas deixou bem claro que não seriam mais bem-vindos entre os Goblins, recomendando-lhes que se mantivessem afastado do seu lar.

Como último gesto de boa vontade, respondeu às perguntas dos aventureiros sobre os restantes habitantes das Cavernas do Caos, o que lhes permitiu ter uma boa ideia de onde se dirigir de seguida.

Mapa

O grupo abandonou então o lar dos Goblins, e após algum debate decidiram escoltar os mercadores e os seus guardas de volta a Hamlet, aproveitando também para comprar provisões. Uma vez que não podiam levar Ishrak consigo, concordaram em deixá-lo regressar para junto da sua tribo, sob promessa de os ajudar a negociar o resgate dos prisioneiros que a sua tribo fizera.

Felizes por deixarem para trás as terríveis Cavernas do Caos, os aventureiros puseram-se a caminho, sabendo contudo que em breve teriam de regressar e enfrentar a tribo dos Orcs…

Dados

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